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FIT Pantanal 2017 – Artesanato é um dos destaques no Espaço Saber Fazer

Com tema inspirado na ação internacional da ONU – Turismo Sustentável – o evento dará todo foco no setor, apresentando novos conceitos e tendências de sustentabilidade ambiental

A edição da Feira Internacional de Turismo do Pantanal – FIT Pantanal 2017, que tem como tema “Turismo Sustentável”, em virtude da Organização das Nações Unidas (ONU) adotar 2017 como o ano ‘Internacional do Desenvolvimento do Turismo Sustentável’, trouxe para a feira produtos sustentáveis e o conceito socioambiental para o evento.

A coordenadoria de Artesanato Mato-grossense, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), levou para a Feira do Artesanato produtos de 156 artesãos das cidades de: Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Tangará da Serra, Poconé, São José do Rio Claro, Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Cáceres, Barra do Garças, Alta Floresta, e tribos indígenas de diversos municípios do estado.

No artesanato, uma atividade ligada diretamente ao reaproveitamento de materiais que cairiam em desuso e tornariam lixo, foram destaques na Feira de Artesanato, dentro da FIT Pantanal. O público pode conferir de perto produtos confeccionados com casca do tronco de bananeira, castanhas, sementes, restos de lonas, tecidos e couro.

A artesã Ana Rosa, de Nossa Senhora do Livramento, está pela primeira vez participando como expositora na FIT Pantanal. Ana produz itens da culinária regional como paçoca de pilão, chips de banana e balas de banana embaladas na casca do tronco de bananeira. “É a primeira vez que venho expor meu produtos na feira e estou com uma ótima expectativa de poder vender e divulgar meus produtos”.

Ana Paula Lopes Câmara, proprietária da loja Cor de Ipê, em Chapada dos Guimarães, também participa pela primeira vez na FIT Pantanal, e em seu estande, representa 10 artesãos. Ana Paula conta que em sua loja, os produtos comercializados são produzidos por diversos artesãos mato-grossenses e de outros Estados. Ela destaca ainda, que o principal requisito é que o produto seja sustentável.

“Vim com a responsabilidade de representar o artesanato de Chapada, como o trabalho das bordadeiras. E ainda, deixar a mensagem do empoderamento feminino, e da valorização do trabalho manual. São micro e pequenas empreendedoras, que tem em seus produtos essa relação de impactar socialmente a vida das pessoas e contribuir para a redução do impacto ambiental. Um exemplo, são as bolsas confeccionadas à base de malotes de correio que seriam descartados, e são fonte de renda”, destacou Ana Paula.

A coordenadora do Artesanato Mato-grossense, Maria Avalone, ressaltou a valorização dos artesãos e suas produções e ainda, da visibilidade proporcionada ao participar de um evento de grande porte.

“O Governo do Estado tem apoiado a nossa participação em diversas feiras regionais e nacionais, o que tem contribuído para a ampliação de mercado consumidor para as produções dos nossos artesãos. O artesanato gera receita para muitas famílias mato-grossenses. As feiras funcionam como vitrines, nosso artesanato ganha visibilidade e cria redes de contato para encomendas e comercialização da produção local”, ressaltou Maria Avalone.

A expositora Rhadlla Vanne, representando o projeto Nassar, que também trabalha com a produção artesanal com viés sustentável, destacou que a ideia surgiu a partir da Maratona Criativa, um evento realizado pelo MT Criativo – um programa do Governo do Estado de Mato Grosso que reúne sete secretarias com um conjunto de ações para o desenvolvimento da Economia Criativa no Estado.

“Tivemos a grande oportunidade de participar das palestras do MT Criativo, onde pudemos ficar por dentro das tendências, acompanhar as novidades de mercado, e enxergamos nessa nova atividade, uma oportunidade de gerarmos renda, contribuir com a sociedade e com o meio ambiente”.

No espaço de convivência Nassar são produzidos bolsas, jogos americanos, aventais e outros produtos fabricados a partir de retalhos de tecidos usados para confecção de cortinas e persianas, e retalhos de couro. Além de peças de tecelagem, das redeiras de Limpo Grande, no município de Várzea Grande, que é a nova parceria e aposta do grupo.

Saber Fazer

O espaço Saber Fazer, um local que atrai muitos olhares. É o espaço onde o artesão pode mostrar um pouco mais da sua habilidade, ao produzir, ao vivo, uma peça. Pelo espaço, cerca de 20 artesãos tiveram a oportunidade de apresentar o seu trabalho.

As artesãs de Nova Ubiratã, Rosângela de Fátima Bergonzini Trucolo e Silvana Fátima de Martini Bottini, dividiram o espaço Saber Fazer. As artesãs contaram que é a primeira vez que participam de uma feira de artesanato.

Silvana Fatima, que faz bordados em chinelos, crochê, e outros trabalhos manuais, disse ter gostado da experiência de participar da feira. “Estou gostando muito, é uma oportunidade de poder expor o meu trabalho”.

A visitante da feira, Maria Auxiliadora, destacou a qualidade dos produtos e o preço acessível. “Muito bom poder estar num lugar onde se concentram produtos de vários lugares. Tem muito artesanato bonito, e o melhor, com preço bem acessíveis”.

 

Da Redação com informações de Dayanne Santana – Sedec-MT