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Ciência Saúde

Pesquisa acompanha evolução de leucemia com ‘regressão’ de células

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Um estudo da Unversidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, criou um modelo, com placas de laboratório, para observar como células do tecido sanguineo podem desenvolver leucemia. O segredo é a “regressão” das células cancerígenas adultas a um estágio embrionário, com um técnica conhecida como células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês). O estudo foi divulgado na publicação científica “Blood” nesta sexta-feira (4).
Segundo os autores da pesquisa, é a primeira reprogramação de células sanguíneas obtidas a partir de um paciente com leucemia. Com a técnica, os pesquisadores, liderados por Igor Slukvin, conseguiram transformar células doentes em estruturas pluripotentes, que podem gerar qualquer tipo de tecido.
A paciente tinha um tipo de leucemia conhecida como mieloide crônica, responsável pela morte de 1.500 pessoas por ano nos Estados Unidos. Como qualquer tipo de leucemia, a doença tem origem na região da medula óssea responsável pela produção de glóbulos brancos, estruturas responsáveis pela defesa do organismo.
Trata-se de um novo modelo para o estudo de células cancerígenas, de acordo com a equipe de Slukvin. Outra virtude do trabalho é a manipulação de células da medula óssea e do cordão umbilical para obter células-tronco induzidas. Normalmente, o material escolhido para a reprogramação são células adultas da pele.
Slukvin explica que as células induzidas a um estágio embrionário também possuiam as mesmas alterações genéticas das células cancerígenas adultas, o que permitiu aos cientistas a reprodução da doença em placas de laboratório, o que permite o acompanhamento detalhado do avanço da patologia.
O próximo passo é saber identificar novas formas de tratamento como, por exemplo, a eliminação de genes responsáveis por desencadear a multiplicação exagerada de células.
A pesquisa foi financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), agência federal de pesquisa médica nos Estados Unidos, e pela Fundação Charlotte Geyer.
Ciência Tecnologia

NASA encontra o maior sistema planetário da história

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Na última quarta-feira (2/2), a NASA, agência espacial norte-americana, anunciou que, a partir de um telescópio espacial em órbita, astrônomos conseguiram avistar mais de 1,2 mil possíveis planetas extrassolares (planetas fora de nosso sistema solar), que formam um novo sistema planetário. Trata-se da maior formação já encontrada, bem acima do número anterior, de pouco mais de 500 planetas extrassolares.
O novo sistema solar foi nomeado pela NASA de Kepler-11, em homenagem ao telescópio Kepler, que ajudou na descoberta. Durante coletiva de imprensa, o especialista do Ames Research Center, William Borucki, informou que, nos próximos meses, os candidatos a planetas serão confirmados, ou não, como tal.
No novo sistema, a estrela na qual os planetas giram em torno é muito parecida com o Sol, mas cinco dos planetas estão posicionados a uma distância equivalente à de Mercúrio e Vênus em nosso sistema solar, ou seja, são extremamente próximos uns dos outros. Além disso, os planetas são bem pequenos em relação a outros descobertos anteriormente, possuem baixa massa e densidade. Possivelmente, com condições inóspitas de vida para os seres humanos.
“É claro que tais planetas não precisam se parecer com a Terra de qualquer maneira”, explicou Jonathan Fortney, da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, em entrevista à Reuters. “Os planetas de baixa massa do sistema Kepler-11 se parecem mais com Netuno, pequeno, do que com a Terra, que é gigante.”