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Os lados de um mesmo rio

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Seriam fatos, por sempre, insondáveis?! Os habitantes ao arredor daquelas extensas águas jamais saberiam a Real natureza da separação territorial. As fontes são imprecisas, ora nasciam do lado branco, ora provinham do lado azul. Contudo, todos bebiam da mesma água, e por que estariam separados?

A pergunta navegaria séculos de horrores, seria repassada a cada nova geração. A inquietude seria transformada em fábula, recitada às crianças na escola. Aos adultos, a visão científica da incógnita geográfica seria retratada em inúmeros livros de capa dura. A curiosidade pelo desconhecido, por vezes, geraria infinitas manchetes em jornais sem novidades. O rio e os seus lados!

No meio, as águas vão e vem, logo, terras de um lado, terras outro. Deuses de ferro, cera e plástico foram aclamados, oferendas e sacrifício de animais, músicas e melodias criadas pelos habitantes das duas terras, sem qualquer resposta para a separação.

A história sempre contada em número de hectares, a exatidão dos centímetros pertencentes a cada lado, era sabido a riqueza e a pobreza material de ambos. As minuciosas investigações documentaram cada casa, cada objetivo, cada nova aquisição era registrada na ata dos bens materiais. Um inventário era o que os dois lados do rio tinham como mais importante representante de suas raízes.

Décadas trás décadas, a dúvida territorial foi capaz de criar teorias religiosas e científicas. No entanto, algo não foi averiguado em meio às buscas pelos motivos da separação dos territórios: a vida dos que ali habitavam. Assim, por razão desconhecida, os moradores nunca puderam enxergar que do outro lado existia vida, pessoas pisavam ambas as terras. E todos os olhares não deixariam de estar atentos aos inventários.
Fonte:Mundoela

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Do tempo que foi

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Se eu pudesse voltar no tempo, não colocaria de volta as rodinhas na bicicleta, aprenderia a fazer malabarismo e a andar de perna de pau, subiria num galho mais alto do pé de jacuticaba. Se eu pudesse voltar no tempo, tamparia os ouvidos quando disseram que Papai Noel não existe, não tiraria meus óculos ao final das aulas, não daria tantos tapas naquela bochecha. Se desse para voltar no tempo, eu teria mais cicatrizes para esnobar, mais beijos para contar, menos do que me arrepender. Seu eu pudesse voltar no tempo, sei lá, tiraria o medo da sacola e viveria tudo outra vez.


Fragmento de uma melhor memória
Eu não posso voltar no tempo, não posso mudar lá o que eu não tentei. Não sei andar de bicicleta, nem de perna de pau. Não sei fazer malabarismo nem nunca subi além do mesmo galho do pé de jabuticaba. É difícil fazer diferente agora, deixei para depois as lembranças que eram para ter acontecido lá atraz, quando a franja era comprida e os joelhos virados para dentro.
E para cada história que não foi no tempo que deveria ter sido, um memória eu invento para o que eu deveria ter vivido. E aprendo com o hoje que aquilo que não fiz ontem talvez ainda possa ser feito amanhã, mas que também devo fazer hoje a história que contarei amanhã, sem precisar inventar toda vez a lembrança do ontem que não foi, por mero luxo, por medo de não ter conseguido.

Fonte:Clubedolivro

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Tamanho não é documento

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Dá para saber o tamanho exato do amor? O livro João Maior do que Um Cavalo e Maria Menor do que Um Burro (Rocco, 40 págs., R$ 39,50) mostra que a tarefa é impossível, afinal, não há fita métrica que consiga medir sentimento tão bonito.

Num domingo de primavera nasceram o grandalhão João e a pequenina Maria. Mas só se conheceram tempos depois e, rapidamente, se apaixonaram. Para pedir a amada em casamento, o gigante decide encontrar um presente especial. Então, parte em busca de uma loja de animais que venda um cachorro muito maior do que uma pulga.

No meio do caminho, João se depara com seres e pessoas com nomes tão curiosos quanto o dele, como Ferdinando Muito Maior do que Uma Simples Formiga, dono do comércio de bichos. O protagonista, no entanto, não contava com imprevistos no meio do percurso. Será que Maria vai mesmo ganhar o mimo precioso?

A obra foi escrita em família pelo ator e escritor Antonio Calloni, a mulher Ilse Rodrigues Garro e o filho Pedro Calloni. Surgiu durante uma viagem de carro em que cada um inventava um pedacinho da trama. Acharam a brincadeira tão legal que resolveram colocá-la no papel.

“O livro fala sobre amor, família, companheirismo, amizade e generosidade. Mais do que passar uma mensagem, a gente pensou em fazer algo para divertir”, diz Antonio, que completa: “Ler faz bem para a Saúde!”


Por dentro dos lançamentos

Como Funcionam os Gatos (Alan Snow, Caramelo, 32 págs., R$ 29,90) revela o verdadeiro planeta de origem dos gatos – chamado Nhoct -, o que vieram fazer na Terra e por que são inimigos dos cachorros. É claro que tudo não passa de divertida brincadeira.

As Pernas de Pau de Nicolau (Éric Puybaret, Melhoramentos, 32 págs., R$ 35) mostra a cidade sobre a água em que os habitantes usam pernas de pau para se mover; as mais gigantescas são as do menino Nicolau, que fica com a cabeça pertinho das nuvens.

A Ponte (Heinz Janisch e Helga Bansch, Brinque-Book, 28 págs., R$ 29,50) traz o dilema do urso e do gigante que se encontram no meio da estreita passagem sobre o rio. Nenhum aceita recuar para deixar o outro atravessá-la. Como resolver o problema?

O Corcunda Caolho (Fábio Ulhoa Coelho, WMF Martins Fontes, 40 págs., R$ 29,80) é a história que Kiki mais gosta de ouvir o pai contar. Fala sobre a época em que ele morou em Roma, na Itália, e conheceu um misterioso homem baixinho e cego de um olho.

Fonte:D+