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Rolling Stones se reúne para comemorar 50 anos do primeiro show

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Há 50 anos, o Rolling Stones estreava em um palco. O primeiro show da história da banda aconteceu em 12 de julho de 1962, no lendário Marquee Club, em Londres. Para festejar a data, os músicos se reunirão em público pela primeira vez desde 2007 para a abertura de uma exposição fotográfica em comemoração ao cinquetenário do grupo.

No livro, o autor Christopher Andersen detalha os casos do cantor com David Bowie e Carla Bruni. O livro ainda não tem previsão de publicação no Brasil.

Em compensação, acaba de sair no país “Jagger – A Biografia”, escrita por Marc Spitz (autor de “Bowie – A Biografia”, lançado no país em 2010).

Apesar de não trazer tantas revelações bombásticas sobre o cantor, a obra também dedica várias páginas à sexualidade do astro, um dos maiores conquistadores da história do rock.

Nova turnê

A expectativa para o reencontro da banda é grande, já que existe a possibilidade de Mick Jagger e Keith Richards aproveitarem a ocasião para anunciar as datas da turnê de despedida dos Stones.

Apesar de ainda não haver confirmação oficial, é quase certo que o grupo volte aos palcos em 2013. Seu último show aconteceu em agosto de 2007, na O2 Arena, também em Londres.

Meio século de carreira

Dos seis integrantes da formação do Rolling Stones que tocou no Marquee Club há meio século, apenas o vocalista Mick Jagger (68 anos) e o guitarrista Keith Richards (também 68) continuam na banda. O baterista Tony Chapman abandonou o grupo em janeiro de 1963 e foi substituído por Charlie Watts (71 anos).

O baixista Dick Taylor também não durou muito tempo – saiu ainda em 1962. Em seu lugar, entrou Bill Wyman, que deixou a banda em 1993. A formação era completada pelo guitarrista Brian Jones, morto em 1969, e o pianista Ian Stewart, que continuou tocando com o Rolling Stones como músico convidado até sua morte, em 1985.

Apesar de o show de estreia ter acontecido em julho de 1962, a primeira música só foi lançada quase um ano depois: “Come On”, um cover de Chuck Berry, que saiu em junho de 1963. O primeiro disco ainda demorou mais um pouco. Intitulado simplesmente “The Rolling Stones”, o álbum chegou às lojas britânicas em abril de 1964. Das 12 faixas, dez eram covers.

Neste meio século de carreira, a banda já lançou 29 discos de estúdio, 12 álbuns ao vivo e mais de 100 singles. Estima-se que o grupo já tenha vendido mais de 200 milhões de discos em todo o planeta.

 

Getty Images

Jagger e Richards no palco

 

Nos palcos

Nestes 50 anos de trajetória, o Rolling Stones construiu uma reputação de grandes apresentações ao vivo. As turnês norte-americanas de 1969 e de 1972, por exemplo, entraram para a história como duas das melhores de todos os tempos.

Boa parte desses shows foi registrada em discos ao vivo. O melhor deles é “Get Year Ya-Ya’s Out!”, gravado nos Estados Unidos em 1969 e lançado no ano seguinte. Em 2010, o álbum foi relançado com faixas bônus.

No ano passado, o grupo também colocou no ar o site Stones Archive, com áudios de shows da banda. Entre eles, está o lendário “Brussels Affair”, de 1973, que durante décadas circulou em discos piratas.

A partir do final dos anos 1980, a banda começou a fazer longas turnês mundiais marcadas pelos palcos gigantescos. Foi nessa fase que o grupo fez suas três visitas ao Brasil .

Antes, Jagger e Richard já tinham passado pelo país, mas nunca para fazer shows. Os primeiros aconteceram em janeiro de 1995, em São Paulo e Rio de Janeiro. Depois, em abril de 1998, nas mesmas cidades.

A última performance dos Stones no país foi a mais marcante. Em 18 de fevereiro de 2006, o grupo fez um show gratuito na praia de Copacabana, no Rio. O público, estimado em 1,5 milhão de pessoas, foi o maior da carreira da banda.

 

Fonte:ultimo segundo

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Asas da esperança

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Com mãos sensíveis e delicadas, o pai presente naquele apartamento do terceiro andar, colocava todas as tardes água para os beija-flores, no usado bebedouro dependurado nas grades da janela. Os voadores vinham de visita, apenas de interesseiros que são e bebiam do açúcar dissolvido em água, alimento desse veloz pica-flor.

Os moradores do apartamento, então, desfrutavam de suas acrobacias vistas tão de perto. Ao pararem no ar e depois despedirem-se em marcha-ré, mantinham sempre estáticos os olhares daqueles que os admiravam. Com asas frenéticas eram como quadros móveis expostos no ar, uma obra de arte da natureza que ainda dava a graça em plena brutal cidade. Mas o apartamento com bebedouro para beija-flor estava em um bairro tranquilo, tomado por casas baixinhas e uniformes, apenas anos mais tarde chegariam os edifícios, e por cuidado mínimo de preservação do estilo residencial, armaram-se estrutura esticadas, mas cortadas em certa altura.
Por tantas vezes, sem qualquer razão aparente, algum intrometido beija-flor adentrava aos espaços daquele apartamento, no terceiro andar de um edifício construído por um grupo de amigos.
Mas bem antes que entrara algum beija-flor… Na construção do prédio, cada morador colocou um pedaço de sabedoria e desejo, divido entre famílias que recém se constituíam, com mulheres que tinham a pança crescida, ou sustentavam abraçado ao peito um recém-saído ao mundo. Todos os pequeninos daquele edifício brincariam juntos, muito futebol de rua e bonecas entre casas comuns de portas abertas. No mundo dos adultos que unidos levantaram o edifício, as reuniões de condomínio eram o momento do divórcio com desavenças comuns de seres dispostos a defender o direito de Ser de suas personalidades e caracteres.
E ao nível do terceiro andar, alguns beija-flores, talvez por confundidos, iam bater suas asas multicolores dentro daquele espaço de concreto, onde não deveriam meter o bico. Mas eles entravam e exigiam ajuda para poder retornar aos seus espaços de voo livre. Era esse um momento de aflição, ver e sentir o beija-flor debater-se entre as paredes, angustiar-se em algum canto da casa, até que, por fim, pudesse encontrar o quadrado aberto da janela e voar longe. Muitos ficaram presos e encurralados, ali na conzinha de piso laranja, do terceiro andar do prédio.
E entre esses beija-flores, um belo voador entrou no apartamento e não saiu. Cuidadosamente, com mãos de criança que se sente adulta ao tocar algo menor que seu esmiuçado corpo, a menina de espírito salvador agarrou o beija-flor que pulsava. Algum choque na parede debilitou suas asas, ele não podia voar, foi colocado em uma caixinha-cama preparada sob medida, com pequenos pedaços de pano que fingiam cobertores.
E desde que tinham no apartamento a um novo morador, durante vários dias pela manhã, antes de buscar os rumos da escola, a menina dava água ao beija-flor, que respondia com sinais de respiração. Com olhares de menina-boneca, ela olhava e via vida no beija-flor, onde estava a agonia do fim. Ela pensava que o pássaro resistia firme e tinha a certeza que, algum dia, ele sairia voando da caixinha-cama. Mas em uma manhã, a menina encontrou o beija-flor estático e duro. Acometeu-lhe a desilusão e a dificuldade em apagar da mente a imagem do sonho construído em cada dia de cuidado para ver o beija-flor curado e de novo inteiro a voar. Foi obrigada a digerir a derrota, compreender o Real e ver além dos seus desejos e expectativas sonhadoras. Assim, a menina entendeu a esperança vista em asas que jamais lhe abandonariam.

 

Fonte:Mundoela

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As montanhas

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O padre daquela pacata cidade montanhosa tinha em seu Corpo um resquício do não confesso. Palavras ocultas, cortadas entre o belo e o violento, corriam em suas veias dilatadas. O divino e o sublime eram a intenção de cada missa. No entanto, o padre não conseguia manter uma só estrutura, outros desejos lhe afanavam o espírito.

– Por que eu vivo atormentado e padeço clausulado no centro de cuidado dos espíritos? Se rogo pela salvação das almas perdidas, por que sou assim desuniforme?
Na cidade rochosa, o cenário era assim comum de pintura campestre. Cores ajeitadas à mão, cada qual em seu perfeito lugar, moviam alinhados ao passar do vento.
A menina que brincava todos os dias na porta da igreja olhava, desconfiada, os movimentos de passos sutis na cúpula sagrada. Ela apenas sentia desconfiança! Sua intuição de espírito limpo farejava as estranhezas e a guiava para seguir em lado oposto.
O padre tomava entorpecentes alcoólicos escondido na sacristia. O fato murmurava de boca em boca, em curtos espaços era turbinado pela curiosidade e perversidade de cada habitante. A missa sempre mais repleta! Os olhares dos fieis buscavam ver o cochicho para o dia seguinte.
E a missa seguia o ritmo e o clima costumeiros da divindade episcopal. O pão, o vinho, a hóstia, o perdão, a culpa, o peso… Os ingredientes do amor entregues ao Deus Pai Todo Poderoso!
Em um estado paralelo de compreensão, o padre desmerecia seu local de trabalho. Sentia a instituição alimentada, no passado e no presente, de miserável conduta proibitiva.
– Regem um bando de dependentes com regras que dão sentido de vida. Afinal, guiar a vida por si só exige eliminar o corrimão nas escadas e sentir as mãos livres agarradas aos desejos. São incapazes! Medrosos!
No outro dia, regressariam à missa de domingo, os fieis e o padre santo. No momento das rezas, o alívio aos espíritos trancados em suas fraquezas.
– O pensamento em Deus é a fuga desesperada e o encontro do abrigo fácil, amor disfarçado de mentiras. (Dizia o padre ao deixar o trabalho em passos bêbados).
Aquela menina brincaria outras tardes e manhãs em frente à igreja, em terra livre e espaçosa. Anos mais tarde, cumprimentaria o padre, com a mesma sábia desconfiança. O padre seguia afundado em copos!
Era essa a cidade incrustada entre altas e belas montanhas. De habitantes que nunca ousaram escalar e ultrapassar o nível do chão. Seguiam fieis o caminho reto da missa! E a aquela menina começou a olhar para cima das montanhas… Ela queria ultrapassar os limites!

Fonte:Mundoela