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Vida de Nelson Mandela foi retratada em filmes, livros e canções; veja lista

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A trajetória política e a vida pessoal de Nelson Mandela, morto nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, inspiraram uma série de produções audiovisuais, além de obras literárias e canções.

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, Mandela foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.

Veja abaixo a lista de obras:

LIVROS

 

 

Capa dos livros 'Longa caminhada até a liberdade' e 'Conversas que tive comigo', ambos escritos por Nelson Mandela (Foto: Divulgação)Capa dos livros ‘Longa caminhada até a liberdade’ e ‘Conversas que tive comigo’, ambos escritos por Nelson Mandela (Foto: Divulgação)

Lançado em 2012, o livro de memórias “Longa caminhada até a liberdade” (editora Nossa Cultura) traz quase 800 páginas escritas pelo próprio Nelson Mandela – no Brasil, ganhou um prefácio de Fernando Henrique Cardoso, colega de Mandela no grupo de líderes “The Elders”.

Na obra, que serviu de base para filme homônimo com Idris Elba, Mandela descreve desde o desenvolvimento de sua consciência política, seu papel na formação da Liga da Juventude do CNA, os anos na clandestinidade – que levaram a uma condenação à prisão perpétua em 1964 – e o quarto de século que ficou preso.

“Conversas que tive comigo” (editora Rocco), de 2010, com prefácio do presidente dos EUA Barack Obama, se baseia no arquivo pessoal inédito de Mandela, como seus diários, cartas, anotações pessoais, recortes de jornais, rascunhos de discursos e gravações de voz.

Madiba também teve sua vida relatada pelo ex-ministro francês da Cultura Jack Lang, em “Uma lição de vida” (editora Mundo Editorial), de 2007, com prefácio da sul-africana Nadine Gordimer, Prêmio Nobel de Literatura; e pelo editor da revista “Time” Richard Stengel, em “Os Caminhos de Mandela” (editora Globo), de 2010.

FILMES

 

 

Idris Elba (à esq.) em 'Longo caminho para a liberdade', e Morgan Freeman em 'Invictus' (Foto: Divulgação)Idris Elba (à esq.) em ‘Longo caminho para a liberdade’, e Morgan Freeman em ‘Invictus’ (Foto: Divulgação)

Ao longo das últimas décadas, diversos atores interpretaram o ativista político que, após passar 27 anos preso, se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul e recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua luta em prol da igualdade racial e dos direitos humanos.

A produção mais recente é “Mandela: longo caminho para a liberdade”, cuja estreia aconteceu na quinta (5), em Londres, mas ainda é inédito no Brasil. O ator inglês Idris Elba, de “Thor” e “Prometheus” interpreta o protagonista na maior parte do tempo.

O filme relembra a vida de Mandela desde sua infância, em uma pequena vila, até sua chegada à presidência da África do Sul. Com direção de Justin Chadwick, tem ainda Naomie Harris (“007: Operação Skyfall”) como Winnie Mandela e foi baseado em biografia oficial homônima.

Outro longa, que foi indicado em duas categorias do Oscar, é “Invictus” (2009), dirigido por Clint Eastwood e protagonizado por Morgan Freeman no papel de Madiba. No filme, já fora da prisão e na presidência, Mandela teve papel fundamental na Copa do Mundo de Rugby de 1995, realizada na África do Sul. A vitória da seleção nacional, incentivada por ele, foi significativa para unir brancos e negros após o fim do regime de apartheid.

 

MÚSICAS

 

 

Capa do single 'Ordinary love', do U2 sobre Nelson Mandela (Foto: Divulgação)Capa do single ‘Ordinary love’, do U2 sobre Nelson Mandela (Foto: Divulgação)

Mandela foi tema de músicas do U2, Simple Minds e outros grupos, como os brasileiros Olodum e Racionais MCs, que também citaram o líder nas canções “Protesto do Olodum” e “Júri racional”.

A homenagem mais recente da música pop ao ícone da luta pela igualdade racial foi lançada em 21 de novembro. “Ordinary love”, do U2, faz parte da trilha sonora do filme “Mandela: Longo caminho para a liberdade”, que deve ser lançado em 2014 no Brasil.

A banda britânica de ska The Specials fez uma das primeiras homenagens com grande repercussão na música pop a Mandela, com a faixa “Free Nelson Mandela”, de 1984. O compositor e ex-membro do grupo Jerry Dammers tocou a música com os Simple Minds no famoso show de 1988, que aconteceu no estádio de Wembley, na Inglaterra.

Este famoso show prestou homenagem aos 70 anos de Mandela, dois anos antes de ele sair da prisão. Sting, George Michael, Peter Gabriel, Woopy Goldberg e Richard Gere estão entre os que cantaram e discursaram. Foram tocadas músicas marcantes para Mandela, como “Mandela day”, do Simple Minds, e “Mandela” e “Life is for living”, do Santana.

 

Fonte: G1

 

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Em livro, Mike Tyson revela flagra de Brad Pitt com sua ex na cama e sexo na prisão

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Um dos esportivas mais polêmicos da história, o ex-pugilista Mike Tyson fez questão de colocar todas as suas confusões e aventuras em um livro. Na autobiografia intitulada Undisputed Truth (A Verdade Incontestável), o norte-americano contou diversos causos bombásticos sobre seu passado, sendo um deles um episódio envolvendo o ator Brad Pitt. De acordo com a obra escrita por Larry Sloman, o ex-boxeador flagrou o astro de Hollywood na cama com sua ex-mulher Robin Givens.

Mesmo separados na época, o casal ainda fazia sexo com frequência, segundo o próprio Tyson, que relatou o desespero de Pitt ao ser visto pelo ex-campeão de boxe. “Brad me implorou: Não me batas, não me batas! Nós só estávamos passando as falas, nada demais”, contou o ex-atleta de 47 anos.

Outra revelação feita por Tyson foi um detalhe sobre sua rotina na prisão. Detido por agressão a um fotógrafo, o ex-pugilista disse que fazia muito sexo na cadeia, o que não era permitido por lei.

“Como poderia ter violado alguém que apareceu no meu quarto de hotel às duas da manhã? Tinha tanto sexo que acabava esgotado, nem sequer passava pelo ginásio. Simplesmente ficava na cela o dia todo”, conta Mike no livro.

 

 

Fonte: Virgula

 

Entretenimento Livros

Bieber, Cruise, Salinger, Gaga: veja biografias que causaram polêmicas

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A publicação de biografias é um tema polêmico em outros países, além do Brasil. Mesmo em locais que não submetem os livros a autorização prévia de biografados há disputas judiciais em relação aos livros. Tom CruiseJustin BieberLady Gaga estão entre os astros mundiais envolvidos em processos e ameaças de ações legais contra biógrafos.

No Brasil, a liberdade de publicação de biografias gera discussão desde o início de outubro 2013, quando o grupo Procure Saber – integrado por Caetano VelosoChico BuarqueGilberto Gil, Roberto Carlos, Djavan, entre outros, e presidido pela ex-mulher de Caetano Paula Lavigne – defende manter a proibição de obras não autorizadas por biografados ou herdeiros. A regra está no Código Civil brasileiro, em vigor desde 2003, mas pode ser revista pelo Congresso e pelo STF.

Os EUA, ao contrário do Brasil, garantem a publicação sem interferência prévia dos biografados. Em 2012, um filho do escritor J.D Salinger, Matt, ajudou a formular uma proposta de lei que exigiria autorização da pessoa retratada em livros e outros produtos. O “projeto de lei Salinger”, como foi apelidado, acabou vetado pelo governador de New Hampshire, John Lynch.

Capa de 'Salinger - Uma vida' (Foto: Divulgação)Capa de ‘Salinger – Uma vida’ (Foto: Divulgação)

‘Projeto de lei Salinger’
“Se a ‘lei Salinger’ fosse aprovada, minha biografia se tornaria ilegal no estado de New Hampsire”, diz ao G1 o escritor Kenneth Slawenski, autor do livro “Salinger: Uma vida” (Ed. Leya). Ele diz ser contra “censura”, mas não descarta a discussão das regras. “Assim como o ‘projeto de lei Salinger’, a regra brasileira incentiva dois debates importantes: como defender o direito à privacidade e respeitar a liberdade de expressão, evitando exploração comercial de imagem e censura”, avalia o autor.

O filho do autor de “Apanhador no campo de centeio”, Matt Salinger, se disse “chocado” com o veto ao projeto em junho de 2012, à agência de notícias Associated Press. Matt afirmou ter passado dois anos ajudando a formular o projeto, junto a juristas. Ele queria defender a imagem do pai, falecido em 2010, de “exploração comercial”, não só em livros, mas em outros tipos de produtos. “Se o leitor tem uma imagem do autor em mente, ela pode ser mudada. E isso é algo que tento respeitar e manter”, afirmou Matt.

Capa de 'Tom Cruise - Biografia não autorizada' (Foto: Divulgação)Capa de ‘Tom Cruise – Biografia não autorizada’
(Foto: Divulgação)

Tom Cruise, Justin Bieber e Lady Gaga
A maioria dos processos nos EUA acontece após a publicação dos livros – o caso de Salinger foi exceção. “A legislação dos EUA é bastante flexível e só deve ser acionada em caso de informações sabidamente falsas”, explica o advogado Marcelo Mazzola, sócio do escritório carioca Dannemann Siemsen. Tom Cruise é um dos artistas que já contestou a divulgação de várias informações sobre ele.

O livro “Tom Cruise – Biografia não autorizada”, escrito por Andrew Morton, foi best seller nos EUA e motivo de polêmica em 2008. A relação do ator com a Igreja da Cientologia e o suposto comportamento bizarro de Cruise são narrados no livro. Ele teria, por exemplo, proibido a ex-mulher Katie Holmes de se comunicar, a não ser com gestos, para manter o feto tranquilo na gravidez.

Tanto os advogados de Cruise quanto representantes da Cientologia foram à imprensa desmentir as informações da biografia. O ator teria movido processo milionário contra a editora – atitude que ele já tomou contra tabloides. Valores e resultado da ação não foram confirmados publicamente. A biografia continua à venda nos EUA e no Brasil.

Justin Bieber e Lady Gaga viraram personagens de biografias em quadrinhos (Foto: Divulgação / Site oficial)Justin Bieber e Lady Gaga viraram personagens de
biografias em quadrinhos (Foto: Divulgação)

Justin Bieber e Lady Gaga foram defendidos pelo advogado Kenneth Feinswog em processo contra “biografias em quadrinhos” da editora Bluewater (saiba mais).

A reclamação diz respeito ao formato dos livros de ilustrações. Kenneth alega que os quadrinhos não seriam obras informativas, como outros livros, protegidos pela lei dos EUA, e sim produtos de merchandising, que violariam as propriedades intelectuais dos artistas. O argumento não foi aceito quando o mesmo advogado moveu- e perdeu – processos nos anos 90 para proibir livros sobre New Kids on the Block e Mötley Crue. Os quadrinhos sobre Gaga e Bieber, apesar da tentativa de proibição, foram às lojas dos EUA pela Bluewater.

Encarte defende Strauss-Kahn
Nos principais mercados da Europa, as biografias também não precisam de autorização prévia. As regras para possíveis ações legais têm rigor variado entre os países, explica Marcelo Mazzola. “Em Portugal, por exemplo, pode ser preciso comprovar a importância artística ou científica da obra”, ele diz. A França é exigente “no que tange à difamação ou à violação da vida privada”.

O ex-diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, apelou a esta regra. Uma decisão judicial determinou a inclusão de um encarte na biografia escrita por Marcela Iacub, que foi sua amante. O anexo dizia que alguns trechos “atentavam conta a vida privada do ex-diretor”. Ele é acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York.

Capa de 'Lance Armstrong - Muito mais do que um ciclista campeão' (Foto: Divulgação)Capa de ‘Lance Armstrong – Muito mais do que um
ciclista campeão’ (Foto: Divulgação)

Rooney e Armstrong: famosos processados
Celebridades também foram alvos de processos por informações em autobiografias. O caso recente mais inusitado foi do ciclista Lance Armstrong. Dois leitores californianos processaram o esportista e os editores por fraude e propaganda falsa, alegando que o livro de memórias “Lance Armstrong – Muito mais do que um ciclista campeão”, um sucesso de vendas e classificado como não-ficção, revelou-se cheio de mentiras depois de o ex-atleta confessar o uso sistemático de doping.

O jogador de futebol britânico Wayne Rooney também foi alvo de um processo por sua autobiografia, “My story so far”. O ex-empresário do atleta, David Moyes, que teve atuação criticada no livro, moveu ação por ter sido retratado de forma que “manchou sua reputação profissional e pessoal”.

Donald Trump: ‘apenas’ milionário
O empresário norte-americano Donald Trump perdeu um processo movido por motivo incomum. Em 2006, ele pediu uma indenização altíssima, de US$ 5 bilhões, a Timothy O’Brien e sua editora. O livro “TrumpNation: The Art of Being the Donald” dizia que Trump tinha uma fortuna de cerca de US$ 200 milhões, e não era um bilionário, como dizia. O empresário diz que o livro subestimou sua fortuna e atrapalhou negócios, mas perdeu em 2008 a ação contra o biógrafo.

 

 

Fonte: G1