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Homem fica com a mão grudada no pênis após usar supercola

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O doutor Matthew Valente já presenciou várias situações bizarras durante os seus anos exercendo a medicina em Chicago, nos Estados Unidos, mas nunca havia atendido um homem que tivesse grudado a mão com supercola no pênis.

“O paciente estava consertando um abajur ao lado da cama e esqueceu o tubo de supercola na cabeceira”, revelou Valente no episódio de “Sex Sent Me To The E.R.” (sexo me mandou para o hospital, em tradução livre), do canal norte-americano TLC. “No clima de amor com a esposa, o homem confundiu a cola com o lubrificante que estava ao lado.”

Com a esposa impaciente, o doutor começou a pesquisar maneiras de descolar o membro. A mais rápida era usar acetona, que ao ser jogada em uma ferida parcialmente aberta seria incrivelmente dolorosa. A outra opção era água quase escaldante, que após uns dois ou três dias iria libertar o rapaz. Sem se importar muito com a situação do marido, a mulher queria o que fosse mais rápido.

“Ela estava mais preocupada em fazer o jantar do que com o nível de conforto e a dor excruciante que a supercola no pênis iria trazer”, disse Valente. O restante da história só será revelado no sábado, dia 19, quando o episódio for ao ar, mas há grandes chances do rapaz ter sobrevivido.

Fonte: Pop

 

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CURIOSIDADE – Envelhecimento é doença?

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A busca desesperada da imortalidade levou o envelhecimento a ser classificado como tal

A revista Frontiers in Genetics, edição de novembro, publicou um artigo de médicos americanos sugerindo que seja incluído o envelhecimento na próxima edição do Código Internacional das Doenças (CID), a lista de classificação de todas as doenças, utilizada para padronizar no mundo todo os diagnósticos dados pelos médicos.

Em 2018, a nova edição do CID deve ser publicada e, segundo a sugestão de Alex Zhavoronkov e Bhupinder Bhullar, deverá trazer um novo capitulo, conforme os autores, o da velhice. Se o CID considerar a velhice como uma condição tratável, permitirá que novos procedimentos e negócios sejam regulamentados, e programas preventivos possam ser criados por organizações governamentais, trazendo benefícios para os idosos e economia para as fontes pagadoras de saúde.

O primeiro CID foi publicado em 1900 pelo Instituto Internacional de Estatística e, desde 1948, passou a ser responsabilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao longo da história, condições entraram e saíram dessa lista, por mudanças culturais da humanidade. Doenças psiquiátricas, por exemplo, só entraram nessa lista na 1948, mas a mudança recente mais emblemática é a do homossexualismo, que, depois de uma extenuante luta de psiquiatras, deixou de ser compreendido como doença e saiu do CID, em 1974.

Segundo os autores, reconhecer uma condição ou processo crônico como doença é um importante passo, tanto para os indivíduos que a apresentam como para todos os agentes no campo da saúde. Tratar a velhice de forma vaga impedirá que políticas de saúde sejam criadas e que muitos procedimentos médicos para esse grupo de indivíduos sejam negados pelos convênios.

O envelhecimento é um processo multifatorial que engloba perda de funções e doenças típicas, culminando com a morte. Processos como desgaste de tecidos, fibroses, perdas de reservas regenerativas do sistema nervoso e imunológico, envelhecimento celular e epigenética, entre muitos, estão relacionados ao envelhecimento e outras doenças como o câncer. Portanto, devem ser abordados terapeuticamente. O difícil é criar uma linha que separe o desgaste natural e a doença.

A senilidade já é classificada na versão atual do CID-10, porém é considerada um código lixo, que, para os estaticistas que avaliam as causas de morte nas populações, é mal utilizado e não explica o verdadeiro motivo do óbito. O que não contribui para a mudança de política de saúde. Logo, uma reclassificação dessa condição com mais detalhamento poderia corrigir esse erro.

A expectativa de vivermos mais e melhor interferiu no nosso entendimento do que é doença. Estamos cada vez mais intolerantes com a depressão e a perda de memória, por exemplo, e os critérios de diagnósticos estão ficando cada vez mais abrangentes. Histeria coletiva? Pressão da indústria farmacêutica? Pode ser, mas o que não se pode negar é que existe um fenômeno universal, uma gigantesca demanda da sociedade para viver mais e melhor, um tsunami emocional que será difícil de ser evitado.

 

por Rogério Tuma em Carta Capital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Análise – Islã x terrorismo

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As críticas ao Islã precisam ser acompanhadas de uma reflexão sobre o ambiente em que ela está inserida

Os atentados terroristas em Paris serviram de estopim para uma nova onda de discurso de ódio direcionado ao islã. Na França, a desconfiança e a hostilidade aos muçulmanos se solidificam, enquanto nos Estados Unidos a islamofobia ganha legitimidade no debate político e, até no Brasil, muçulmanos são alvos de agressões físicas. Tais manifestações mostram que a intolerância caminha de mãos dadas com a ignorância.

Há alguns anos, o mundo se acostumou a relacionar o mundo muçulmano com violência e terrorismo. Ainda que essa percepção seja desproporcionalmente criada, é preciso reconhecer que há relação entre o terror islâmico e o islã. Os integrantes do Estado Islâmico (como os da Al-Qaeda e de outros grupos jihadistas) têm motivações religiosas, agem em nome do islã e acreditam estar representando seu credo, ainda que sua visão de mundo seja amplamente rejeitada no mundo árabe-muçulmano.

Para contrapor a islamofobia, boa intenção de quem costuma negar a conexão entre o terrorismo e a religião, mais útil é examinar a relação entre o islã e o terror praticado em seu nome.

Como as outras religiões, o islã tem escrituras vastas e contraditórias. Há no Corão e nos Hadith (o corpo de relatos sobre a vida de Maomé) justificativas para a violência e a perseguição religiosa, mas também argumentos a favor da paz e da tolerância. O mesmo ocorre no Velho Testamento, que aprova o genocídio e a morte de inocentes, entre outras barbaridades, e no Novo Testamento, no qual Jesus Cristo recomenda a morte de quem recusa seu reinado.

No judaísmo e no cristianismo, prevalecem leituras interpretativas e alegóricas dos textos sagrados, mas o mundo muçulmano está coalhado de literalismo e radicalismo. Por quê? A explicação está menos na religião e mais na história e na política.

Historicamente, o Oriente Médio é uma região dominada por potências estrangeiras. A luta contra o arbítrio externo teve diversas formas, mas ao longo do século 20 o islã político galvanizou-se como uma das mais atrativas e, às vezes, a única possível, tendo em vista o autoritarismo dominante na região. Este movimento político-religioso passou por metamorfoses ao longo dos anos e produziu uma ala violenta, que prospera sob a bandeira do jihadismo.

Em parte, o apelo da “guerra santa” persevera porque é partilhado pela leitura intolerante do islã professada e exportada pela Arábia Saudita – o salafismo, ou, na versão local, wahabismo. Também contribui para a força do jihadismo o fato de ele ter um significativo público passível de ser conquistado, seja na Europa, onde a ideologia é capaz de suprir a desilusão de jovens alienados, ou no Oriente Médio, onde é vista por alguns como uma alternativa crível para a falta de perspectivas imposta pelos Estados fracassados da região.

Acrescente-se a isso o fato de o islã, que serve de pano de fundo civilizacional para muitos no Oriente Médio, ser objeto de uma recorrente manipulação pelas ditaduras da região, inclusive as ditas laicas. Exemplos abundam.

O artigo 2 da Constituição do Egito, que prevê a sharia (lei islâmica) como “fonte primária de legislação” e sobrevive até hoje, foi colocado ali em 1971 por Anwar al-Sadat, ditador militar que usou o islamismo para contrapor o socialismo do período anterior.

Saddam Hussein, do partido pan-arabista Baath, buscou o apoio de religiosos nos anos 1990 com a Campanha da Fé, na qual instituiu mutilações e decapitações como sentença de crimes e a repressão ao consumo de álcool. Atualmente, o ditador do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, um militar reformado, persegue a comunidade LGBT no Egito abrindo processos com base no “desprezo à religião” e em violações da “moralidade pública”.

Um dos resultados desta manipulação é uma radicalização ainda maior da sociedade e da religião como um todo. No caso do Iraque de Saddam Hussein, sua Campanha da Fé ocasionou a islamização de diversos integrantes do Baath e do Exército, alguns dos quais fazem parte, hoje, do Estado Islâmico. Como consequência, fecham-se os espaços para o dissenso teológico a respeito do islã. Em grande medida, os jihadistas têm um espaço público sem oposição, e muitas vezes favorável, para escolher as escrituras que mais se adaptam a seus planos totalitários, e geralmente preferem as mais sanguinárias.

Logo após um atentado terrorista, é comum ouvir o clamor para que o islã passe por uma “reforma”, nos moldes da que ocorreu com o cristianismo. As religiões, entretanto, não são análogas. Enquanto Jesus Cristo recomendou dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o Corão traz embutido em si não só os ditames de uma religião, mas um sistema econômico, jurídico e político.

Um debate aberto que possa discutir a relação do islã com a democracia e o Estado contemporâneo, abrir diálogo sobre conceitos como sharia e jihad e resgatar a herança de pluralismo e tolerância é não só desejável como necessário.

Esta tarefa cabe, é óbvio, apenas e tão somente aos muçulmanos. Deve-se lembrar, no entanto, que cada religião é afetada de maneiras diversas pela história e por eventos geopolíticos. No caso do Oriente Médio, o islã está inserido em um ambiente marcadamente caótico.

Na semana passada, a Nahdlatul Ulama, organização religiosa com milhões de adeptos na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo e uma democracia em desenvolvimento, lançou uma campanha mundial para contrapor o jihadismo e o Estado Islâmico. Faz parte da iniciativa um filme de uma hora e meia no qual clérigos indonésios criticam e classificam de perversas as interpretações do Corão e dos Hadith feitas pelo Estado Islâmico.

Iniciativas como essas podem surgir no Oriente Médio. De fato, diversas organizações e clérigos condenaram abertamente o Estado Islâmico. Cabe uma questão, entretanto. Como um projeto desses ganharia tração e geraria resultados se os regimes locais, apoiados pelas grandes potências mundiais, fortalecem e estimulam o extremismo para se sustentar no poder? Sem responder a essa pergunta, não é possível discutir os rumos do islã no Oriente Médio.

 

por José Antonio Lima