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Por que a obesidade vem crescendo tanto?

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Essa é uma pergunta freqüente. E as respostas são um tanto óbvias: estamos comendo mais e gastando menos calorias por causa do sedentarismo, sem dúvida. Mas tudo leva a crer que outros fatores estejam relacionados à incrível epidemia de obesidade que nos assola. Quais são eles? A ciência vem pesquisando vários, mas nesta coluna vou citar apenas dois: estresse e falta de sono.

Estudos em animais, incluindo macacos geneticamente muito semelhantes aos humanos, mostram que as tensões levam ao ganho de peso, particularmente na região abdominal, mesmo sem aumento na quantidade de alimentos ingeridos. Isso se deve, entre outras causas, à elevação na produção do cortisol, hormônio eminentemente engordativo. Inúmeros dados mostram também que dormir poucas horas engorda. É que a privação está associada à diminuição dos níveis de leptina, hormônio emagrecedor. Isso é só o começo da história. Ela continua na próxima edição.

Alfredo Halpern, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, é autor do livro Dieta dos Pontos, lançado por SAÚDE! Vá atrás do seu exemplar!

 

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Os Jovens e Sua Futura Profissão

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Por: Sonia das Graças Oliveira Silva

O Brasil precisa de jovens! De jovens dispostos a estudar muito e trabalhar também. Neste início de ano a chama da esperança brilha sobre vários jovens brasileiros, assim como em todo final de ano. É o temido vestibular que deixa a todos, filhos, pais e mães nervosos.

Alguns vestibulandos estudam o ano todo se preparando para, no final do ano, prestar o vestibular e nem sabem ao certo se o curso escolhido é o que queriam mesmo. Eles estão o tempo todo expostos aos apelos de várias profissões, antigas e novas e a cada momento aparecem novidades em cursos diferenciados. Ter muitas opções, às vezes, não ajuda, confunde mais a cabeça.

O que está no pensamento dos jovens é o futuro emprego. Querem entrar no curso superior, formar-se e atuar na área escolhida. Aí está uma grande barreira. Muitos pensam que a entrada na faculdade é o primeiro degrau para o mercado de trabalho. É sim, um degrau iniciante, mas infelizmente, nem sempre conseguem terminar o curso de graduação e em seguida começar a exercer a profissão que cursaram. E, por vezes, precisam trabalhar ou fazer um estágio antes de concluir o curso de graduação.

O que torna tudo mais difícil é que as empresas querem experiência, coisa que eles não têm. Alguns jovens optam por fazer primeiro um curso profissionalizante, conseguirem um estágio remunerado e depois tentar o vestibular na mesma área. Nesse caso, vão sair da faculdade mais experientes, sem ter somente a teoria na cabeça.

O segredo hoje em dia é sempre se atualizar. O diploma adquirido com tanto esforço nem sempre traz sozinho o primeiro emprego. É importante que tenha feito uma graduação bem feita e séria e não tenha sido um aluno mediano, mas sim, um ótimo aluno. Na seqüência fazer especialização, pós-graduação e outros cursos. Não se pode parar. Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente a formação não pára. O jovem que entrar no ensino superior para “levar na flauta”, não vai conseguir nada.

Aí entra a escolha da faculdade. É preciso pensar na qualidade do ensino oferecido, se há seriedade na instituição, saber tudo sobre o curso pretendido, verificar quem já se formou nos anos anteriores, como está essa formação, se já está trabalhando, se conseguiu exercer a profissão que escolheu e se está satisfeito. E, muito importante, saber se a faculdade foi avaliada pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) e qual foi a nota que o curso levou.

Enfim, o vestibulando pode não acertar a escolha na primeira tentativa, mas não deve ter medo de tentar novamente. Por vezes, o que ele leu sobre determinado curso é muito interessante e atraente, no entanto, quando está cursando percebe que não será feliz fazendo aquilo por toda a vida. Então, é necessário ter a coragem de admitir que errou e que precisa tentar de novo. Isso evitará a formação de muitos profissionais ruins, que atuam sem amor ao que fazem, sem boa vontade, levando ao prejuízo sua vida e a de muitas outras pessoas.

O jovem já no término do ensino médio deve ir se preparando e pensando no que irá cursar. Avaliar todos os pontos, comentar, perguntar, ouvir opiniões dos pais e amigos, questionar, tudo na tentativa de escolher o que vai satisfazê-lo no futuro. Se depois de tudo ainda não estiver seguro e continuar infeliz é melhor voltar atrás e mudar o curso, afinal, com os erros aprendemos e adquirimos muita experiência.

E o Brasil precisa de jovens profissionais sérios e felizes com sua profissão, que consigam exercê-la e não apenas ter o diploma na parede e continuar fazendo os famosos “bicos” por aí.
SONIA OLIVEIRA SILVA – Empresária, Graduada em Ciências/matemática, Especialista em Educação Infantil e Especialista em Mídia e Deficiência.

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O pior atraso não é o tecnológico, mas o intelectual

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“Já tentamos tudo, mas ninguém se importa.” Conhece essa frase?

Quando a questão não diz respeito às demais pessoas dá para entender, mas e quando isso os afeta, por que não se sensibilizam?
Encontramos pessoas jogando lixo nos bueiros, nas portas das próprias casas. Tem sentido?Todos os dias vejo um sujeito, de cara fechada, varrendo sua calçada.  Tudo o que encontra é para lá que vai. A cara fechada tem um motivo: afastar os vizinhos para que não lhe chamem a atenção.

Um dia todos pagarão o preço. Por falta de tecnologia? Evidentemente que não, certo?
Preste atenção neste caso, você corre o risco de ter visto alguma coisa parecida:Os concorrentes têm máquinas com velocidade oito vezes maior do que as desta empresa.

Enquanto ela processa oito, as outras processam sessenta e quatro. Os gestores não trocam os equipamentos por falta de capital? Não. Não trocam porque o foco não está nos custos, a culpa é atribuída à equipe de vendas que não sabe argumentar e só pede descontos.

A defesa é interessante: “não precisamos ampliar o mercado, neste momento, temos que recuperar apenas os clientes que perdemos!”Ressalte-se que, dita com ênfase, a frase ganha a potência de um aríete. Isso sem contar com o plágio, atestando o potencial do equipamento obsoleto: “panela velha é que faz comida boa”.

Trocar os computadores para quê? Esses estão bons, ainda!Um dia “pifa” o computador do patrão, ele pega o “PC “da secretária e aos berros diz: – Como você consegue trabalhar com essa carroça? Troca essa porcaria!

Como sei disso? Cheguei na empresa e havia na mesa da secretaria duas coisas diferentes. Um equipamento novinho e um belo sorriso.Inocentemente, usei aquela óbvia e tola frase: – Que bom, trocou o computador!Ela com um sorriso maroto responde: – Não, troquei a carroça!Como sei? Deixa pra lá, até o patrão sabe que a frase teve repercussão.  Todos brincam com ele dizendo que precisam de uma carroça nova porque o cavalo é jovem.

Treinamento? Pra quê, bobagem. No passado a gente aprendia na raça!Sim, mas a raça mudou. Esta é raça da era digital. O “rolete com os pinos”, que formava o desenho do tecido, não existe mais, agora é tudo no computador: “aquele equipamento que algumas pessoas costumam dizer que não são muito chegadas”.

Caixa eletrônico? Não sei usar, vou para a fila. Isso é problema tecnológico? Certamente que não!

Pagamentos nas empresas? Pela internet, com integração sistêmica.Ouvia um empresário dizer há pouco tempo: Não gosto desse sistema com os bancos. Gostava mesmo quando pegava as duplicatas e assinava.Problema tecnológico?

Automatização dos trabalhos de captação de pedidos no campo, código de barras, celulares, o fax, quando surgiu, e tantos outros avanços tecnológicos foram e serão criticados, sem qualquer avaliação cuidadosa, por uma simples razão: falta de conhecimento.
Com isso sofrem as empresas, porque evolução só é possível quando se “educa para educar”. Esse é o caminho para geração de multiplicadores – pessoas informadas e conhecimentos repartidos.

É impossível ensinar aquilo que não se sabe.

Ocorreu, ocorre e ocorrerá a evolução das espécies.

O primeiro macaco não nasceu sabendo que poderia quebrar castanhas com pedra, e nem todos sabem. Em alguns lugares, não tem castanhas, em outros, pedras e em muitos, macacos com essa sabedoria.Por isso, pouco adianta fornecer a eles a semente e a ferramenta se não sabem usar.

Muitos macacos não devem saber, mas há todo tipo de semente prontinha para comer nos supermercados. Evolução!
No mundo globalizado, onde recursos e conhecimentos estão à disposição de todos, e a competência que nos falta pode ser adicionada de inúmeras formas, o pior atraso não é o tecnológico, mas o intelectual.

Da gaiola, com conhecimento e tecnologia, o macaco administra o circo!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo